O desafio do meu segundo dia é: Um gênero que você nunca tenha escrito antes

Pedi algumas opiniões, e o resultado foi: “Ficção científica com ação alucinante”. Acho que deu certo. A ação não ficou alucinante como eu gostaria, mas já é um começo. Esse desafio foi bom para eu ver como eu me prendo bastante aos pensamentos dos personagens, e como eu me perco na hora de descrever suas ações.

ATENÇÃO: A história ainda não foi revisada!
Isso significa que ela está do jeito que foi escrita, na madrugada, sem parar para releitura.


Por Byorn

Os humanos desistiram de criar robôs. Eles seriam superiores a nós em tudo, exceto inteligência. A inteligência artificial ainda não alcançou um nivel que possa se equiparar com o nosso. Então, mudamos de estratégia. Ao invés de tornar um robô cada vez mais humano, passamos a tornar os humanos cada vez mais robô. Exoesqueletos, super visão e audição, sistemas de comunicações, corpo resistente… tudo isso faz parte do que nós somos hoje.

Meu nome é Mark Anderson, e sou o líder da divisão de operações especiais da policia. Somos todos ciborgues, usamos tudo que a tecnologia tem de disponível, e um pouco do que ela ainda não tem também. Afinal, as pesquisas militares sempre tiveram o poder de acelerar essas coisas.

Por mais que a polícia tenha ficado mais forte, os criminosos também ficaram. Nós temos acesso a tudo e a todos, o tempo todo. Eles também.

Privacidade? Isso é algo que o governo inventou para fingir que não tem nada acontecendo. Mas temos que continuar fingindo, mesmo que o povo saiba que é investigado. Sabe quando todo mundo sabe que a coisa toda ta errada, mas ninguém faz nada? É, mesmo que queiram, não há como fazer nada… isso já tomou proporções globais.

No momento, vamos realizar um ataque a um prédio que vem sendo usado por criminosos. Eles estão lá a mais de um ano, pelo visto.

É uma merda. Por um lado é bom ter acesso a todos os dados do mundo, mas por outro… parece que meu trabalho é mais dificil por causa disso. Vou explicar:

Suponhamos que estamos em mil e novecentos e alguma coisa, onde as pessoas não saiam por ai com a internet na cabeça. Naquela época, as coisas aconteciam em forma de boatos, de deduções, era mais emocionante. Talvez não fosse, mas os livros que eles deixaram pra gente mostra que foi. Afinal, não existiam megalópoles com predios enormes se interligando uns com os outros. É um labirinto. Um labirinto mapeado, sim, mas um labirinto.

Eu preferia investigar um crime em uma pequena cidadezinha com poucas casas, do que ter acesso a todas as bilhões de cameras das ruas da cidade.

Era facil achar algo “suspeito” antigamente. Chegava um forasteiro na cidade, e todos ficavam de olho nele. Se alguem ficava rico do dia para a noite, é porque tinha acontecido algo. Havia limitações, e essas limitações faziam as coisas serem mais fáceis.

Hoje em dia, nossa limitação somos nós mesmos.

Mas enfim, esse é meu trabalho.

-> Desligar diário <-

- Mark, estamos nos aproximando do local - Disse Byorn, um dos agentes.
- Ok, se preparem todos vocês! Já sabem qual será nosso plano, mas vamos revisar.

Então no visor de cada um deles, um vídeo interativo começou a passar, mostrando o que eles deveriam fazer, onde deveriam se posicionar, e quais alvos deveriam eliminar.

- É isso! Boa sorte a todos, e espero que dessa vez nós possamos fazer tudo silenciosamente e sem alertar nenhum civil - Disse mark, olhando para Bryan.
- Ah por favor né! Eu já disse que aquela mulher estava passando na minha frente bem na hora e ...
- CHEGAMOS! BOA SORTE HOMENS! - Disse o piloto do helicóptero em que eles estavam.

Um a um, todos desceram no topo de um prédio e se posicionaram silenciosamente. Era uma noite quente e tranquila, apesar do forte vento que estava ali nas alturas.

Katherine e Bryan foram para o lado esquerdo, pulando entre ligações que conectavam um prédio ao outro. Os alvos estavam no prédio da frente. Mark e Byorn foram pela direita, descendo alguns andares entre um pulo e outro, até encontrarem um cano de ventilação, que usaram para se infiltrar.

- Katherine em posição, Bryan em posição - foi a mensagem recebida nas próteses de comunicação do resto da equipe.
- Mark, você acabou de passar pelo ponto alfa, acabei de marcar no seu mapa a localização das cameras de segurança. Elas serão ativadas na sua realidade aumenta agora.
- Ok Diego, já estou vendo elas. Byorn, você desce aqui, e nos encontramos no ponto delta, certo?
- Certo, chefe!

Byorn abre o acesso que dava para um banheiro, e sem fazer o menor barulho toma posição.

- Galera, detectei uma movimentação estranha aqui, parece que vamos ter mais hostis do que era planejado… fiquem de olho aberto - comunicou Diego, que estava coordenando a operação pelo HQ da organização.

Ao ouvir isso, Mark ficou assustado. Eles estavam estudando a movimentação destes criminosos a muito tempo, e o número de guardas sempre fora o mesmo.

- Isso não ta certo, Diego. Por favor, confirme estes dados, de quantos hostis a mais estamos falando?
- 20, não, 30 por cento a mais, senhor. Parece que está vindo cada vez mais…
- Não pode ser. Eles sabem que estamos aqui! Byorn, é melhor você voltar agora mes...

KABOOM

- O que foi isso!? - Perguntou Mark, assustado.
- Senhor, detectamos uma explosão na sala onde Byorn deveria estar. Byorn, você está ai?! O que aconteceu? Byorn! Responda!
- SAIAM DE ONDE ESTÃO AGORA MESMO! - ordenou Mark, enquanto se via encurralado em um encanamento que conectava um prédio a outro.

Se eles sabem que estou aqui, estão guardando as duas saídas. Preciso dar outro jeito…

- Mark, você precisa sair daí, Katherine e Bryan estão prontos para te dar cobertura. – Comunicou Diego.
- NEGATIVO! – Disse Katherine, logo antes de ser interrompida por barulho de tiros – Nossa posição também foi comprometida… Bryan foi atingido. Precisamos evacuar AGORA!

Ao ouvir tudo aquilo, Mark percebe que a emboscada dos criminosos foi muito bem planejada. Não tem como ele sair de nenhuma das pontas daquele encanamento vivo. O unico jeito era abrir um caminho novo. Ele possuia apenas uma granada, que jogou não muito longe de onde ele estava, perto de uma das pontas.

KABOOM

O cano estoura, e Mark começa a se rastejar até a saída recém criada, quando é atingido na perna por um dos criminosos, que conseguiu ver a explosão no cano através de uma das janelas do prédio. O criminoso começou a atirar no encanamento sem saber a localização exata de Mark. Quando a próxima rajada parecia que ia ser em cheio, Mark foi salvo pelo helicóptero de sua equipe, que eliminou o bandido com um tiro certeiro na cabeça.

- Mark, você consegue pular aqui? – Perguntou John, o atirador no helicóptero.
- Negativo, minha perna foi atingida, acho que danificaram minha prótese!

Bryan então pula para onde eles estão, e estende a mão para Mark. – Venha senhor, segure!

Com o impacto da queda de Bryan, o cano que mal estava se segurando reto após a explosão começa a se mover.

- Senhor, segure! – Bryan estende ainda mais seu braço, sem sucesso. Sem dúvida o lado onde Mark está está prestes a despencar, e não há nada além de um grande abismo até as ruas, em baixo deles.
- Bryan, aqui! – Grita o atirador de cima do helicóptero, enquanto joga uma corda para Bryan, que sem pensar muito agarra a corda no ar com um braço, enquanto percebe que Mark está prestes a cair, e se joga junto.

No ar, Mark consegue sair de dentro do cano, dando chance para que Bryan consiga salvá-lo.

- Mark está salvo, John, pode subir a gente!

Enquanto isso, Katherine estava sozinha tentando conter o avanço dos criminosos, quando o helicoptero sobe atrás dela, e John começa a eliminar um a um de lá de cima.

- Kat! pode pular que eu te dou cobertura!

Ela então consegue correr e pular para dentro do helicóptero, enquanto Bryan está ajudando Mark a terminar se subir.

O piloto leva os quatro para longe dalí. Enquanto tiros tentam acertá-los.

- MAS QUE MERDA FOI ESSA? CADE O BYORN? – Perguntou Bryan, indignado.
- Perdemos Byorn, Bryan. Nosso plano estava comprometido, alguem ferrou com toda a operação. – Falou Mark, enquanto tentava posicionar sua perna, sentindo uma imensa dor na região atingida.
- Não pode ser… não pode ser! – Katherine também estava inconformada – Eles sabiam onde nós estávamos também, era como se eles soubessem do nosso plano inteiro!
- Realmente, Katherine. Vamos investigar isso, não vou deixar barato para esses caras. Por Byorn… – Disse Mark, olhando para a gigantesca cidade abaixo deles.

Ao ouvir isso, os outros três olham um para o outro, e em unissono dizem:

- Por Byorn.


A imagem utilizada nesta postagem é de autoria de RudolfHerczog

Vinicius Munhoz

Admin at Fluid Novel
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